WordCamp Europa

No final de junho entre os dias 24 e 26 acontece o WordCamp Europa o principal WordCamp na região com mais de 2 mil participantes esse ano o evento acontece em Viena capital da Áustria. Esse será o meu segundo WordCamp na europa já que meu primeiro foi em Londres logo nos primeiros meses que cheguei aqui.

Foi legal ver outras comunidades e notar que a comunidade brasileira é bem forte e com um alto nível técnico comparada as palestras que eu vi. A única diferença que eu ví no WordCamp Londres é o números de empresas que investem no evento. Isso deixa mais fácil você montar uma super estrutura com: legendas em tempo real, quatro auditórios, buffet ultra organizado com opções vegana, happy hour. Mas esse detalhe me da mais orgulho porque conseguimos fazer WordCamps de qualidade em diferentes estados.

Mas vamos falar o que interessa, logo quando cheguei fiquei de olho nos WordCamps selecionei alguns que poderia participar, fiz um levantamento sobre custo, grade e país que queria muito visitar. Não sei se todo mundo sabe mas estou passando por uma fase de estudante/mochileiro então meus recursos são limitados. Não posso sair viajando toda a europa então a escolha tem que ser feita a dedo.

É claro que o principal evento não poderia ficar de fora dessa lista. Primeira barreira foi a inscrição, estamos falando do principal evento  da Europa, ou seja, as inscrições acabaram em segundos. Entrei em contato com a organização, contei toda a história que sempre participo e palestro em WordCamps, ajudei na organização do WordCamp São Paulo por 3 anos e gostaria muito participar. A resposta foi melhor que esperava fui convidado para participar como voluntário.

Agora é só aguardar e fazer as malas, já foram passadas as primeiras instruções precisamos chegar um dias antes para alinhar as informações nada diferente que fazemos no Brasil, a única diferença é a quantidade de participantes de diferentes países.

O WordCamp Europa serão 3 dias de muito conhecimento com palestras divididas nos seguintes temas comunidade, desenvolvimento, negócios, design e conteúdo. Nos dias 24 e 25 serão o dia dedicado a palestras no dia 26 é o contributor Day, um dia reservado para contribuição com a plataforma.

palestrantens-wordcamp-europa

Agenda Completa aqui: https://2016.europe.wordcamp.org/schedule/

Quer acompanhar o evento? Ainda restam vagas para assistir o LiveStreaming:https://2016.europe.wordcamp.org/tickets/

Vou postar coisas no meu twitter(@fellyph) e snapchat(fellyphc) no dia do evento só acompanhar lá.

Pensando em React

Um dos pontos importantes na hora de aprender React é trabalhar no modo que ele espera a “componentização” do conteúdo, esse processo inicia a partir da construção dos mocks.

Passo 1 – Iniciando como um mock

Imagine que você tem a seguinte tela:

mock-portfolio

Como criaríamos componentes com esse mock?

No caso acima temos uma coleção de portfólio, um componente job, com: foto, descrição, url, empresa, Design, e tecnologias. Vamos considerar que toda esta coleção está em um JSON:

E o nosso componente básico é o seguinte:

componente-mock

Seguindo essa estrutura inicialmente nosso componentes com suas hierarquias serão os seguintes:

  • PortifolioList
    • PortifolioItem

Por que falamos em hierarquias? No caso podemos ter componentes que carregam outros componentes, mas isso não impede de outros elementos carregarem o mesmo componente.

Passo 2 – Construindo uma versão estática com React

No post anterior, trabalhamos com “React.createClass” nesse tutorial vamos utilizar um cara chamado “React.Component” ele trabalha de uma forma diferente com ele criamos um classe que estendem de React.Component lembrando que para trabalhar com classes precisamos do babel para rodar o nosso ECMAScript 2015 e o React. Vamos começar pelo item mais básico o PortfolioItem, primeiramente considerando o mock que construímos o seguinte HTML:

Agora vamos passar o nosso HTML para o um componente:

Apenas adicionei o PortfolioItem com HTML estático só para mostrar como funciona o React.Component, notem que trocamos a propriedade class por className isso é necessário para não termos conflitos com a palavra reservada class, mas as informações estão estáticas precisamos carregar as informações dinamicamente, a cada chamada do componente ele precisa ter uma informação diferente, então vamos lá:

No código acima utilizamos o “{}” para especificar que é uma variável dinâmica this.props. acessa os parâmetros que foram passado para o componente, nesse caso chamamos o componente da seguinte forma:

Assim o atributo nome passado no componente acessamos dentro do componente {this.props.nome}, nosso exemplo completo com PortfolioItem e PortfolioList fica da seguinte forma:

No código acima adicionei o JSON como uma constante do nosso componente o ideal que essas dados venha de alguma API. Na sequência leio o JSON e crio um array com componentes PortfolioItem e no render eu apenas passo o array que montamos {jobsList}. Por fim chamamos o ReactDOM.render passando o PortfolioList como o elemento que iremos adicionar o componente.

O nosso HTML fica da seguinte forma:

Podemos organizar melhor o nosso componente PortfolioList, podemos adicionar funções para organizar o seu comportamento, como no código abaixo:

Na atualização do componente adicionamos uma função “_getJobs” responsável para carregar os trabalhos, separamos a lógica de ler os dados da lógica de renderizar os dados. Também usei alguns recursos novos do ECMAScript2015.

Podemos evoluir esse post, mas pretendo ir evoluindo estes exemplos em outros posts, por isso adicionei um repositório no git: https://github.com/fellyph/react-tutorial

Por que REACT JS?

React JS é o assunto do momento no Brasil e Europa, nos EUA já faz sucesso a mais de um ano o framework do Facebook apenas confirma sua força este ano. React é a tecnologia chave requisitadas nas principais vagas de front aqui na Europa tirando o espaço do Angular ainda bastante forte. Como parte do meus estudos vou traduzir alguns artigos e tutorias que ando lendo. O primeiro deles é uma breve introdução vou utilizar como base o “Why React?” e “Getting Started“.

Por que React ?

React é uma biblioteca javascript para criar interfaces do Facebook e Instagram. O React foi criado para resolver o problema: Criar largar aplicações com dados que mudam a cada segundo.

Simples

Simplesmente expressar como sua aplicação deve olhar para qualquer ponto no tempo, e React vai automaticamente administrar todas atualizações da sua interface quando seus dados mudam.

Declarativo

Quando os dados mudam, React conceitualmente dispara o botão “refresh” e sabe quando atualizar os dados que mudaram.

Construindo ambiente “componentizável”

React é todo construído sobre componentes reutilizáveis. Na verdade, com React a única coisa que você precisa é construir componentes. Uma vez que eles são encapsulados, componentes podem fazer seu código reutilizável, “testável” e com fácil separação de interesses.

Iniciando os trabalhos

Primeiramente vamos baixar o “Starter Pack”, nesse pacote possui as versões prebuilt do React e React DOM para o seu browser, como também uma coleção de exemplos para o seu estudo. Então depois que baixar e descompactar o zip com o starter pack, temos a seguinte estrutura:

Screen Shot 2016-06-10 at 5.54.08 PM

Vamos criar o nosso primero arquivo helloworld.html na pasta raiz.

O exemplo acima foi retirado da documentação, vamos explicar alguns pontos. para executar o React precisamos de três arquivos básicos react.js , react-dom.js e o browser.min.js(babel). Adicionamos uma div com id “example” na linha seguinte adicionamos uma tag script com o type “text/babel” esse parâmetro é utilizado pelo Babel.

Para quem não conhece ele é um compilador genérico multifuncional de JavaScript. “What?” Compliquei? na real ele compila as versões mais recentes do JavaScript(ES2015 e ES2016) e React para uma versão que rode nos browsers atuais. Se quiser saber mais dá uma conferida no link: https://github.com/thejameskyle/babel-handbook/blob/master/translations/pt-BR/user-handbook.md#toc-introduction

Dentro da tag script podemos ver uma mistura de javaScript com HTML essa syntax é conhecida como JSX, no exemplo acima utilizamos uma função que renderiza o JSX “ReactDOM.render” ela recebe dois parâmetros: o nosso código JSX e o elemento que iremos adicionar o código renderizado(O h1 com hello world).

Claro esse é um exemplo de introdução, não é obrigatório o código JSX ficar dentro do html podemos criar um arquivo js separado sem problemas.

Exibindo os dados

A utilização mais básica em uma interface é exibir algum dado. O foco do React é facilitar essa tarefa e manter as interfaces atualizadas em tempo real quando os dados mudam.

Vamos criar uma segundo exemplo com alguma interação.

No exemplo acima criamos um componente classe utilizando a função “React.createClass” temos e várias maneiras de criar componentes e cada caso tem uma particularidade, no caso do createClass passamos um objeto como parâmetro e o atributo render possui um JSX como valor. Isso não determina que o JSX será compilado nesse momento. Apenas deixa pre-definido o que será “renderizado” quando chamarmos o componente “Relogio” mais a frente dentro do nosso JSX temos um ponto importante “{this.props.date.toTimeString()}” as chaves especifica que esse item é uma variável no caso quem chamar o componente precisa passar o atributo “date”.

Após o createClass temos um setInterval que irá chamar a cada 500 milisegundos ReactDOM.render e chamamos o componente que criamos anteriormente e passamos um parâmetro date. Se tudo e correr bem teremos em nossa tela o texto:

Olá, são exatamente: XX:XX:XX(hora atual)

Se quiser saber mais sobre React da uma conferida na documentação: https://facebook.github.io/react/index.html

Próximo Post irei abordar mais esse ponto de criar componentes e o modo de pensar no conteúdo utilizando React.

Meu Primeiro dia na Irlanda

Numa manhã de quinta-feira às 6:40 o despertador toca, levanto para o meu primeiro dia na Irlanda, tomo café ponho minha roupa às 7:30 desço a Parnell Street sentido O’Connel Street, olho para as pessoas na rua, vejo um casal que se despede e tomam sentidos opostos, talvez vão para o seus respectivos trabalhos. Ando mais alguns metros e cruzo uma moça oriental com um carrinho de bebê toda atabalhoada, dou um sorriso sem resposta, nada fora do normal orientais as vezes são bem fechados.

Chego na O’Connel Street uma das principais ruas, olho para o The Spire aquela estrutura metálica no meio da cidade sempre contrastando com toda aquela arquitetura antiga, numa manhã relativamente quente com seus 14 graus sigo para meu destino. Observo algumas pessoas se arriscando com menos casacos, penso “realmente começou a primavera”. Cruzo o rio Liffey e sempre olho para o prédio da Heineken que sempre me passa uma mensagem ousada e desafiadora estar justamente no meio da terra da Guinness.

Às 7:50 chego ao meu destino o prédio da imigração Irlandesa. Sim! “Hoje é o dia” de tirar meu visto de estudante, a fila já contornava o quarteirão quase com uma volta completa, vou caminhando tentando achar o final da fila e começo a escutar vários idiomas russo, português e espanhol. Olho para toda aquela turma bem compactada tentando fugir do vento frio. Às 8:00 a fila começa a andar, cada vez mais ansioso.

Após 40 minutos pego minha senha de número 171, com um leve sorriso me dou conta que algumas piadas só fazem sentidos em locais específicos nesse caso, para nós brasileiros. O atendente confere meus documentos e pede para voltar às 14:00 da tarde.

number 171

Vou para escola mas foi quase possível estudar, tento me concentrar mas só tenho cabeça para resolver a questão do meu visto. Os minutos vão se arrastando, uma hora minha classmate começa a brincar perguntando se eu não tinha dormido na noite anterior, respondo que vou resolver uma questão que já estava incomodando a algum tempo. Não aguento a aula terminar peço para sair meia hora antes da aula terminar sigo pra casa para almoçar antes de voltar na imigração.

Pego um cartão de débito com meu amigo Caio para pagar o meu visto, já que ainda não tenho conta no banco. Caio também me ajudou a comprovar os 3mil euros um processo meio complicado aqui na Irlanda que tinha falado no post anterior (consegui comprovar o valor depositando na conta do Caio e retirando um Bank Draft). Com o cartão em mãos, sigo para a imigração chegando lá a fila já estava no número 151. Trinta minutos depois minha senha é chamada e um atendente simpático pede os documentos necessários e o pagamento do visto no valor de 300 euros, lembrar que este valor só pode ser pago com cartão de débito irlandês. Tiro minhas digitais e sou avisado que tenho que aguardar o meu GNIB (o Visto de estudante). Às 18h saio do prédio da imigração com minha carteirinha e menos 100 quilos das minhas costas.

Que não acompanhou os posts anteriores, já estou na Irlanda a mais de um mês e durante esse tempo os bancos e governo mudaram as regras para abrir conta em banco, isso acabou prejudicando os estudantes que chegam no país sem nenhum comprovante de residência, foi mais de um mês tentando, entender as novas regras, varias tentativas de abrir uma conta no banco e achar uma alternativa para tirar o GNIB. As regras para estudantes na Irlanda estão ficando cada vez mais restritas, mas essa nova regra tinha relação com os problemas de lavagem de dinheiro. A solução veio por conta própria, a agência Global não ajudou em nada, a escola ATC também bem perdida pouco se mexeu para dar uma solução.

A sensação de quando peguei o GNIB foi que a minha viagem tinha começado naquele momento. Resolvido essa questão poderia apenas me preocupar com os estudos, pegar um emprego part-time, poderia viajar para qualquer lugar e garantir minha estadia por 8 meses. Após sair da imigração, fui encontrar meus classmates em um pub muito legal chamado The Breazen Head, conversando com meus colegas todos tinham a mesma sensação da experiência do antes e depois do GNIB. Assim a noite terminou com muitas gargalhadas, pints e músicas.

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Um mês de Dublin

E lá se vão 30 dias após minha chegada em Dublin, tempo passa muito rápido e ao mesmo tempo devagar. Rápido parece que pouca coisa andou por aqui e devagar parece que faz muito tempo que não vejo os meus amigos. Vou pontuar algumas coisas sobre a cidade e a rotina em Dublin. Primeira mês foi bem movimentado: primeira visão sobre a cidade, criando uma rotina, Saint Patrick’s Day, procurando apartamento, tentando abrir conta no banco, inglês e Brasileiros.

Primeira impressões

Dublin é uma ótima cidade com um clima bem louco. Eu achava que São Paulo era louco, mas aqui é bem mais. Aqui é possível fazer sol, chover e nevar ao mesmo dia. A cidade é pequena, comparada a São Paulo. Por exemplo: nos primeiros 15 dias fiz todos os meus compromissos andando. A cidade é plana, assim fica fácil de andar nas primeiras semanas ficava na região norte a 3.5km da minha escola ia andando todos os dias (tive sorte de não chover nesse período). Sobre a culinária, ainda não tive tempo de desfrutar. De volta a vida de estudante, estou fazendo todas as refeições em casa. Mas olhando os preços nos restaurantes, vão de 5 a 20 euros dependendo do lugar, sempre olho os preços e penso com 20 euros posso fazer 6 refeições boas refeições em casa, sem precisar comer porcaria.

Saint Patrick’s Day

É o principal evento, a cidade para fica cheia de turistas e boa parte da população vai ver a Parada que acontece pelas ruas da cidade. As escolas, universidades, polícia, bombeiro e todos os grupos possíveis, desfilam pelas cidades. O desfile vai até o final da tarde e após a parada, todos vão para os pubs beber – foi minha primeira experiência com pubs na Irlanda sai com um grupo de amigos Brasileiros eles decidiram ir na Living Room fica em Dublin 1, muito rock e cerveja.

A parte mais engraçada quando começava uma corrida de cavalo no telão a música parava e todos olhavam aficionados para o telão, dai descobri o primeiro costumo do Irlandês: eles adoram apostar. Depois dessa experiência, sai para andar na região do Temple Bar. Muitos jovens bêbados, o que no começo é engraçado, mas depois fica tudo a mesma coisa e perde a graça quando está sóbrio.

Quando decidi vir para Irlanda meus amigos falaram cara você precisa ir na semana antes do Saint Patrick’s Day e realmente é uma experiência única. Foi legal ver toda a festa, mas existe o outro lado: por ser uma cidade pequena, durante esse período é a pior época para se encontrar apartamento. Mas por que?  Além dos turistas que visitam a cidade, os intercambistas tem 8 meses de visto então ou eles tentam voltar depois do Saint Patrick’s ou chegar antes.

Isso cria uma bolha imobiliária de duas semanas vou falar um pouco na sequência.

Procurando apartamento

Na primeira semana até fiquei um pouco apreensivo em achar um apartamento, todos os anúncios que encontrei tinham um preço acima do que estava pesquisando meses antes, todas as visitas em apartamentos quando chegava no local tinham fila de interessados, as vezes parecia seleção de emprego em multinacional. E não é um problema só para estrangeiros como um vídeo do Foil Arms ang Hog brinca:

Depois muita procura, eu encontrei o apartamento!  Acompanhando os grupos com duas semanas depois as coisas “normalizaram”.

Mas claro tem um lado bom aqui não tem todo aquela questão de fiador ou seguro fiança comparado ao Brasil, você apenas precisa de um depósito de segurança e contrato de um ano ou 6 meses, devido a alta procura é super difícil de encontrar contratos de 6 meses atualmente.

Algumas dicas:

  • Venha dois mês antes do Saint Patrick’s ou um mês depois.
  • Inverno pode ser uma época mais fácil para achar apê, mas pode ser uma época mais difícil para adaptação se você não está acostumado com frio.
  • Pesquise nos grupos de “Classificados Dublin Imóveis” e “The Ideal Flatmate Dublin” no Facebook ou Daft.ie.
  • Tenha paciência porque essa será uma decisão que terá um grande impacto em sua viagem.

Abrindo conta no banco

Nossa pra mim está sendo o maior problema até agora, como funciona isso: 

  1. Você chega na Irlanda para estudar
  2. Para tirar o visto você precisa comprovar que tem os $3.000 euros
  3. Cada escola tem parceria com um banco para abri conta para estudantes, ela faz uma carta comprovando seu endereço
  4. Você leva a carta no banco e abre a conta
  5. Com a conta e os três mil euros você tira o visto e garante a permanência por 8 meses e consegue trabalhar 20h semanais.

Mas o banco que tem parceria o AIB com a escola ATC passou a não aceita a carta da escola, ou seja, você não consegue fazer nada. Estou a um mês esperando uma solução da escola + banco. Se uma conta no banco além de não tirar o visto e só ter permissão de passar 3 meses aqui, não posso ter um celular de conta, contratar internet para meu apartamento, muitos estabelecimentos só aceitam pagamento em débito em conta. O governo tentando resolver o problema mudou as regras a duas semanas atrás, mas a burocracia é tenta que escola e banco não chegaram a uma solução, não vejo o esforço da escola em resolver e o banco quer ditar suas regras. Tenho vários eventos marcados e amigos para visitar a instrução da imigração é que eu aguarde a resolução desse problema antes de sair do país. Sei que pessoas estão viajando sem visto mas não quero correr esse risco.  Agora é paciência e aguardar, o vídeo abaixo fala um pouco sobre o problema dos AIB especificamente.

Inglês e Português

Estou a um mês aqui juntando as horas que falei português é quase a mesma que falei inglês. Ainda não tive uma imersão no idioma na região central e nas escolas os brasileiros dominam. Inicialmente tentei alugar apartamentos com gringos, mas o problema da semana do Saint Patrick’s poderia escolher muito e a localização do apartamento foi decisivo na escolha estou a 10 min da escola.

Falando em escola a ATC, prometia um mix de nacionalidade um dos fatores que decidir estudar na escola, chegando lá apenas 90% da sala são brasileiros e todos foram em busca do mesmo diferencial. Um problema bem grave que você precisa decidir 8 meses da sua vida sem conhecer a escola. Quando chega na escola você tem duas opções: ou aceitar, ou pagar mais mil euros para solucionar o problema mudando de turno. O problema que com esse valor eu entraria numa escola melhor que escolhi, ou economizaria mais optado por uma mais barata que apresentava as mesmas atividades extras. Infelizmente se a escola promete um mix de nacionalidade não acredite, primeiro a escola não pode barrar um estudante por nacionalidade, se entrarem 8 estudantes brasileiros no mesmo nível na mesma época a escola tem que aceitar.

Outro ponto importante escola bem sua agência de viagens; muitas tentam resolver o problema se você não está satisfeito com a escola ou algo do tipo, a exemplo da minha, só tenho respostas prontas que a mais de um mês não ajudaram em nada. Boa parte das coisas estou resolvendo sozinho, então, o papel da agência(Global Study) nesse momento é zero. Por isso, procure saber mais sobre sua escola e até se ela tem escritório na cidade, pois isso também pode ajudar.

Mas esse problema do idioma estou resolvendo participando dos meetups e eventos, sempre o inglês é predominante e nos meetups de DEV você irá escutar todos os sotaques. Se você é da área de front-end alguns grupos legais que participo:

Meetup do AWS User Group de Dublin
Meetup AWS User Group
Meetup do Node.js User Group em Dublin
Node.JS Dublin User Group

Why Dublin?

No ano passado decidi dar um tempo em São Paulo, queríamos um lugar para incrementar o inglês e ter uma experiência diferente. Pesquisei bastante com minha esposa vimos vários “vlogs” sobre pessoas que moram em outros países, Canadá, EUA, Austrália e Dublin.

Canadá possuía os pontos positivos em qualidade do ensino, facilidade de uma possível cidadania, falaram muito bem do povo canadense, possuem ótimas cidades para morar. Os contras eram o clima sempre frio, as dificuldades de trabalhar durante os estudos (você pode trabalhar 20 horas em categorias específicas), tempo para tirar o visto de estudante, valor que você precisa levar para garantir sua estadia. Em Dublin por exemplo, você precisa de de 3.000 euros para tirar o visto de estudante por 8 meses, no Canadá o mesmo período preciso comprovar 6.700 dólares canadense, na época que pesquisamos o dólar canadense operava acima de 3 reais. Então hoje isso seria Canadá: (6.700 * 2.8 = R$ 18.760) e Dublin(3.000 * 4.07 = R$ 12.210).

EUA ficou em terceiro, mas a sairia muito caro passar 8 meses sem trabalhar. O custo de vida seria mais alto que nas duas primeiras opções e existem muitas barreiras para se conseguir um trabalho lá. Não é impossível conseguir algo legalmente, mas exigiria um esforço maior.

Austrália tem ótimo clima, facilidade de arrumar trabalho, todos amigos que foram pra lá tem seu emprego e estão super felizes. O contra é a super distância entre o Brasil.

Então depois de alguns meses recolhendo informações e fazendo conta com o nosso orçamento a cidade escolhida foi Dublin, nunca vou esquecer a pergunta que meu antigo gestor do elo7 fez você vai passar 8 meses num lugar que nunca foi, depois de muita pesquisa estava seguro com a decisão mesmo nunca indo na cidade antes.

Why Dublin?

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Pontos negativos

Primeiro vamos começar inicialmente pelos contras, clima: chove praticamente metade do ano (um sinal disso foi minha professora comemorando que fazem 11 dias que não chove. Isso mesmo, 11 dias). Inverno fica entre -3º e 3º e no verão fica na casa dos 15º-19º. Claro que inverno possuem dias que ficam abaixo dos -3º e verão tendo dias que ficam acima dos 19º, por exemplo, agora é começo da primavera na Irlanda a temperatura fica entre 6º e 11º(já estou me acostumando).

Além do clima, as pessoas reclamavam muito sobre a qualidade do ensino, pois antes de 2014 estudar inglês na Irlanda era uma máquina de visto: cada esquina tinha uma escola e com o visto de estudante, na época, você poderia trabalhar 40 horas por semana, uma jornada de trabalho normal. Muitos alunos se matriculavam para ter apenas o visto. Para as escolas mal intencionadas, isso era ótimo, pois ganhavam pra não dar aula para mais da metade dos alunos.

O governo “caiu em cima” mudou a regra para o visto de estudante, agora só é possível trabalhar 20 horas por semana a fiscalização está mais intensa sobre o desempenho dos alunos. Na parte das escolas muitas foram fechadas, foram criadas regras para as escolas melhorarem a qualidade do ensino e dado um prazo para elas se adequarem, várias que não atingiram um padrão de qualidade aceitável e foram fechadas isso deu dor de cabeça em muita gente que estava estudando aqui no dia seguinte você descobre que sua escola foi fechada, conheço gente que passou por isso, mas o governo realocou essa galera.

Outro tema bastante comentado é a presença de brasileiros na cidade e a resposta é SIM, tem muito brasileiro andando pelo centro da cidade e é quase impossível andar uma quadra sem escutar alguém falando português. A sua grande maioria se concentra próximo as escolas, na região central da cidade, aumentando ainda mais a sensação da cidade ser tomadas por brasileiros. Nas regiões periféricas já é diferente a situação.

Em 2015 a Irlanda recebeu 96 mil estudantes sendo 16% deles brasileiros. É o país número um em vistos de estudantes na Irlanda, ou seja, mais de 15 mil brasileiros desembarcam por ano na Irlanda. Mas Fellyph porque reclamar disso? Você vem estudar inglês, você precisa ter uma vivência no idioma!

Por último, o sotaque irlandês os primeiros dias você cruza com algumas pessoas que tem que forçar a entender o que elas falam, mas é igual a qualquer lugar do mundo, por exemplo, no Brasil tem gente que você pergunta se ela realmente fala português. Mas uma coisa que notei na minha escola foi que os professores tem sotaque quase zero. Conversando com outros colegas, eles também não sofrem, acho que eles treinam para tirar vícios locais. O verdadeiro problema é na rua, mas não é uma regra geral, pois 80% eu entendo bem. O vídeo abaixo é de um grupo local que brinca com o sotaque da região:

 

Pontos Positivos

Vamos falar do lado bom da coisa, primeiro você está na Europa: o velho mundo é fantástico, a riqueza da cultura foi um fator de desempate com outras cidades, além da segurança e arquitetura local. E o melhor de tudo que viajar dentro da Europa é muito fácil, pois existem várias companhias de baixo custo. Na primeira semana comprei uma passagem para Londres (vou para o WordCamp London) por menos de 40 euros. Promoções como essa são fáceis de achar.

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Segundo, o custo foi quase 40% menor que se fosse para o canadá, por exemplo. Terceiro a facilidade do visto: ele é feito depois que você chega na Irlanda e você só precisa de uma carta da escola, seguro saúde do período que você vai ficar, 3.000 euros – esse dinheiro você irá gastar para sobreviver aqui, ele é seu, o governo só precisa saber se você não veio na louca – (o ideal é trazer mais que esse valor), uma comprovação da sua passagem de volta. Quarto ponto positivo é o sistema de transporte público que é muito bom, mas dependendo da região que você more da pra fazer tudo andando. Se comparado a São Paulo, a cidade é bem pequena, possui 500 mil habitantes.

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E por último, um fator bem particular pra mim é que em Dublin existe o Silicon Docks uma região que abriga várias empresas de tecnologia como Amazon, Google, Facebook, Linkedin, AirBnb, Etsy, Gilt, Zynga entre outras empresas. Isso cria um ecossistema bem dinâmico pra que é da área. Só em ter a possibilidade de estar em contato com essas empresas, participando de eventos com várias experiências de empresas desse porte, é algo bem válido. Abaixo uma imagem de algumas empresas e institutos de tecnologia que estão em Dublin.

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Esses foram os principais motivos que me levaram a escolher Dublin. São pontos bem pessoais. Isso não é uma regra que não se aplica a todo mundo. Já se passaram duas semanas aqui estou curtindo bastante a cidade, até agora valeu a pena toda pesquisa pré se encaixou perfeitamente no que estou vivendo.

 

Otimização de imagens para SEO

Quando estava preparando a palestra para o WordCamp BH, na minha palestra do “Marketplace ao WordPress” um dos pontos da palestra foi a otimização de imagens para SEO. Dei uma lida em alguns posts do Yoast, um deles foi um post sobre otimizar imagens em seu site, que até usei como referência da minha palestra.

Uma ótima opção para ajudar no entendimento do nosso conteúdo, descrever um determinado produto ou explicar um fluxo de uma operação. Temos um ditado “Uma imagem vale mais que mil palavras”. Não poderia ser diferente para que gera conteúdo web e nos itens a seguir vou listar alguns cuidados especiais para melhorar o SEO do seu conteúdo utilizando imagens, está lista é uma adaptação do post: http://yoast.com/image-seo/

Achando a imagem correta

Se você tem a oportunidade de adicionar uma imagem, por favor faça. Suas páginas precisam de imagens, inicialmente seu post precisa de imagens que remetam ao artigo. Se você usa imagem somente para otimizar as métricas de plugin de SEO, você está fazendo errado “meu parça”, a imagem deve refletir o tópico do post.

Existe uma simples razão para isso: uma imagem que é cercada por conteúdo relacionado “rankeia” melhor seu conteúdo. Adicionamos imagens ao nosso conteúdo pelas seguintes razões:

  • Elas enfatizam o título ou o assunto do post
  • Ela vai atrair um visitante para ler o post, sem ele ver o texto
  • As imagens serão usadas por redes sociais como: Facebook e Twitter

Se você não tem como usar fotos do seu próprio conteúdo, existem várias fontes de conteúdo com licença Creative Commons, por exemplo, Flicker outra ferramenta que podemos utilizar é freeimages.com. Mas tome cuidado fique longe das chamadas obvious stock photos, produzir suas próprias imagens tornam o conteúdo mais original.

Outro tipo de imagem que é bem popular hoje são os gifs, podemos utilizar a sequencia de imagens para demonstrar um passo-a-passo, ou uma cena curta. Um portal bastante conhecido começou a utilizar gif’s nas chamadas das matérias um momento chave de um acidente ou fato inusitado, estamos falando do globo.com, alguns gifs entraram até na home do canal de esportes.

Preparando a imagem para uso no seu artigo

Quando você imagem correta o próximo passo será otimizar a imagem para isso temos que levar em conta as seguintes considerações:

Escolha o nome correto para imagem

O inicio para otimizar uma imagem para SEO é dar o nome correto para o arquivo, uma forma de ganhar tráfego organico é  adicionando ao nome do arquivo o que a foto remete, nada de subir imagens no post com o nome DSC938293829.jpg, o formato ideal seria  museu-louvre-paris.jpg.

Escale sua imagem

Será que você realmente precisa realizar o upload de imagens com 2500×1800 pixels por exemplo? Na maioria dos casos a resposta é NÃO. Tempo de carregamento é um fator importante para a experiência do usuário e SEO, quanto mais rápido o site carrega mais fácil torna-se a visita do usuário, Outro fator importante são os usuários mobile, eles não possuem uma experiência totalmente imersiva em relação aos usuários desktop, segundo no carregamento da página são cruciais para você não perde-lo. E o uso de imagens corretas ajudam no tempo de carregamento, muitas vezes em alguns sites e blogs as imagens são os principais gargalos da velocidade de carregamento do site.

Otimize o tamanho do arquivo

Além de utilizar a escala a imagem no tamanho correto, podemos reduzir ainda mais os kb’s de nossas imagens sem ficar longe do resultado original. Primeiro passo é reduzir EXIF data de nossas imagens, também podemos utilizar ferramentas como ImageOptim ou sites como JPEGmini ou PunyPNG.

Podemos analizar o desempenho de nossas imagens com ferramentas como YSlow e PageSpeed Test.

Adicionando a imagem ao nosso artigo

Depois das etapas de otimização da imagem, vamos adicionar nossa imagem ao conteúdo. Primeiramente o conteúdo deve estar situado em um parágrafo que remete a imagem, a imagem deve fazer parte do contexto.

Legendas

As legendas das imagens devem ser um conteúdo que complementa a imagem, Porque isso é importante para o SEO da imagem? Pessoas usam um texto para “scannear” o artigo, depois dos cabeçalhos elas olham para as legendas das imagens como um scanner. Nilsen em 1997 escreveu em sua pesquisa fala sobre os elementos que melhoram a leitura do texto, cabeçalhos, fonts largas, texto em negrito, texto destacados, listas, gráficos e legendas. Em 2012 uma pesquisa publicada pela KissMetric, fala que legendas das imagens são lidas 300% a mais que o corpo dos textos, por isso não usa-las ou fazer o mau uso delas, significa jogar fora uma grande oportunidade de engajar os leitores.

Propriedades Alt e title

O texto alt é adicionado para criar uma um texto alternativo descritivo da imagem, quando por alguma razão o conteúdo não pode ser exibido para usuário como também por questões de acessibilidade, tenha certeza que os possua alguma keyword de SEO em seu conteúdo e relação ao conteúdo do post.

Quando você estaciona o mouse sobre a imagem O IE mostra o conteúdo do alt já o chrome exibe o conteúdo do title. “O atributo title é muito importante mas não é um modo seguro de exibir alguma informação crucial. Em vez disso, ele oferece um modo de fornecer informações não essenciais, por exemplo, o humor da imagem, ou que isso significa no contexto.” É bom ter a informação mas isso não é levado em conta para SEO da imagem.

OpenGraph

Use a imagem correta no HEAD do seu HTML com a meta tags do facebook “og:image”, isto irá garantir que estará usando a imagem correta nas interações com o facebook o openGraph também é usado para o Pinterest. O plugin do Yoast possui uma seção de social onde você pode definir que imagem será usada. A qualidade da imagem será importante, quanto maior a qualidade mais fácil será para estas ferramentas trabalharem com sua imagem, para verificar como o Facebook está lendo seu site pode utilizar o Facebook Debugger. O Plugin do Yoast também dá suporte aos cards do Twitter.

sitemap.xml de imagens

Se você é um desenvolvedor web, você pode se perguntar sobre sitemaps para imagens, o Google é bastante claro sobre isso:

“Para dar ao Google informações sobre as imagens em seu site você vai precisar adicionar tags específicas de imagem a um sitemap. Você pode listar separadamente as imagens, ou você pode adicionar a um sitemap já existente. Use o método que funciona melhor para você.”

O plugin do Yoast não gera um sitemap para imagens, mas em seus posts eles adicionam no sitemap do post a lista de imagens presentes, adicionar imagens ao sitemap ajudo o google indexar suas imagens facilmente.

Resumo

SEO para imagens é uma soma de uma série de elementos, o Google cada dia está reconhecendo melhor estes elementos nas imagens, faz sentido garantir que imagem e todos os elementos apresentados contribuem na experiência do usuário, então tome nota disso para entregar uma experiência melhor e não apenas tentar rankear melhor no Google.

Tome nota dos seguintes pontos

  • Use imagens relevantes ao texto
  • Aplique o nome correto a imagem
  • Tenha certeza que está utilizado as dimensões corretas das imagens
  • Otimize suas imagens
  • Adicione legenda a suas imagens
  • Use alt, o title é opcional
  • Adicione OpenGraph e Twitter Card
  • Use imagens no seu XML sitemap