Realizando consultas na base de dados do Parse

Essa semana eu iniciei uma série de posts sobre o Parse, serviço de cloud do Facebook. Neste segundo post vou abordar como realizar consultas em nossa base. Caso não conheça o Parse veja o post de introdução: https://www.fellyph.com.br/blog/tutoriais/parse/.

No post anterior abordamos um pouco sobre consultas, primeiro resgatamos todos os valores de uma base com a função “find”, em seguida resgatamos um único item com a função “get”. Criei um cadastro de carros com as propriedades: modelo, ano e valor para cadastrar os dados utilizei os mesmo padrão do post anterior:

INDEX.HTML

APP.JS

Cadastrei algumas informações na minha base para realizar a consulta:

Captura de Tela 2014-01-16 às 19.53.32

Agora vamos dar uma olhada em algumas funções que podemos trabalhar com a classe Query. A primeira delas será a função equalTo:

equalTo

Na função equealTo passamos dois parâmetros, o primeiro o nome da propriedade e a segunda o valor que você deseja comparar, detalhe sobre a função que sua consulta é case sensitive.

notEqualTo

A função notEqualTo é o inverso da função equalsTo ela retorna todos os valores diferentes do valor repassado. Também é possível realizar queries compostas:

O função oposta seria lessThan ela retorna apenas os valores menores:

limit

Por padrão as consultas tem um limite 100 resultados por query, podemos modificar esse resultado de 1 até 1000. Para aplicar esse limite utilizamos a seguinte função:

first

Em nossa query podemos resgatar apenas o primeiro resultado isso é possível com a função first:

skip

Podemos definir o limite de resultados e também podemos definir o índice inicial do resultado com a função skip, com essas duas funções podemos criar um esquema de paginação.

ascending & descending

Além de criar filtros, busca por valores, limitar a busca… criar paginação… Pensa que acabou? Não ainda podemos ordenar nossa consulta(por ascendente ou descendente):

O resultado será o seguinte:

Captura de Tela 2014-01-17 às 18.08.08

Outra opção com listagem de valores maiores para menores:

containedIn & notContainedIn

Caso queiramos realizar a consulta com mais de um modelo de carro, por exemplo, podemos utilizar a função containedIn ela espera um Array como parâmetro:

O inverso da função containedIn seguindo o padrão é a função notContainedIn, ela retorna o resultado das palavras diferente das que constam no Array:

exists & doesNotExist

O Parse permite criar objetos com propriedades vazias ou modificar os objetos depois de criados adicionando novos atributos, assim os objetos antigos ficam sem a informação gravada, para isso podemos utilizar a função exists para verificar se o objeto possui informação gravada na propriedade requisitada.

Vamos a um exemplo:

No código acima verificamos os itens que tem a propriedade year cadastrada, o inverso seria:

matchesKeyInQuery & doesNotMatchKeyInQuery

A matchKeyInQuery serve para comparar dois objetos de classes diferentes que possuem duas propriedades iguais, por exemplo:

No código acima temos duas class Team e Users esta classe deriva do Parse Porque é uma classe especial, vamos falar dela em um próximo post. Mas voltando a query, comparamos duas propriedades “hometown” e “city” presentes na classe User e Team quando eles forem idênticos apareceram em nossa consulta.

select

Caso queira consultar propriedades específicas com a função select passamos as keys das propriedades que queremos:

Captura de Tela 2014-01-17 às 20.01.44

No caso da imagem acima utilizei a mesma função de exibir os resultados, por conta de utilizar o select a coluna valor veio “undefined” porque eu só escolhi duas propriedades “model” e “year”.

startsWith

Na função equalsTo ele retorna valores estritamente idênticos, com a função podemos resgatar valores que iniciam com a String repassada, ela tem um funcionamento parecido com o operador LIKE do MySQL. Esta consulta também é case sensitive.

Captura de Tela 2014-01-17 às 20.29.05

count

A função count conta “Dan”, isso mesmo ela serve para contar o número de itens do resultado ela funciona da seguinte forma:

No exemplo anterior eu realizei um filtro sobre a query e a função count tem o tratamento similar a função find, falando nela podemos aplicar as duas em conjunto sem problemas. Temos outras queries aplicadas em objetos relacionais mas isso vamos abordar em um futuro. Até o próximo post Pessoal.

Crie aplicações na nuvem com Parse

No ano passado tive oportunidade de conferir o Parse Developer Day em San Francisco, foi o primeiro e um dos melhores eventos que conferir lá na capital da tecnologia. O Parse para que não conhecer é um serviço de cloud para aplicações e games mobile. Ele tem suporte a IOS , Android, Windows Phone, Unity e JavaScript.

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Dentre os serviços que o Parse oferece, temos:

  • Cloud Storage
  • Push Notification
  • Social Connection
  • Hosting
  • Analytics
  • Cloud Code

Neste tutorial vou dar uma introdução sobre o serviço de Cloud Storage com JavaScript esse recurso possibilita salvarmos informações em um server sem precisar de uma linguagem Back-end, também podemos utilizar o JavaScript SDK junto com Phonegap e exporta-ló para diversas plataformas. O JavaScript SDK é baseado no framework BackBone.js: Isso possibilita total compatibilidade com aplicações que usar tal framework. O JavaScript SDK não possui dependência por outras libs, você pode trabalhar com Parser + JS e mais nada, mas claro que você pode utilizar outras libs. Durante o tutorial eu vou falando sobre mais recursos. Agora vamos aos passos iniciais.

Primeiro passo é realizar o cadastro no site do Parse: https://parse.com/. Não se preocupe com questões de preço eles fornecem um pacote free bem “parrudo”. O plano free tem 1 milhão de requisições/mês e 1 milhão de Pushes Notifications/mês. Se sua aplicação realiza mais de um 1 milhão de requisições mês já está na hora de ganhar algo com seu app ou repensar no esquema de requisições que ele realiza.

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Você pode criar uma conta passando os dados convencionais ou vincular sua conta a uma conta do Facebook/GitHub . Com sua conta devidamente criada ele vai liberar para você um painel para você administrar suas aplicações.

Captura de Tela 2014-01-13 às 00.43.00

Crie sua aplicação clicando no botão “+ Create New App”, só adicionar o nome do seu app:

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E você já tem uma aplicação na nuvem!

Agora vamos fazer um pequeno exemplo para ler e gravar informações na nuvem. Precisamos realizar o download do JavaScript SDK:

https://parse.com/downloads/javascript/parse-js-blank/latest

Ou utilizar o link da CDN :

Com o Parse devidamente importado temos vamos ao código de nossa aplicação:

No código acima temos um markup simples em HTML, no final de nosso código temos a parte que interessa que é o nosso código JavaScript. após chamar o Parse via CDN no segundo bloco de código JavaScript inicializamos o Parse com a função “Parse.initialize(“APPLICATION_ID”,”JAVASCRIPT_KEY”)” esse dois parâmetros você deve substituir pelo application ID e o JavaScript Key de sua aplicação, você vai descobrir essa informação no settings de sua aplicação, na imagem abaixo temos marcados o application id e o JavaScript Key.

app-id

Copie as duas infos e substitua em sua inicialização. Na linha seguinte criamos um objeto da classe “MyObject” ela estende do Parse.Object, ele é responsável por toda regra de armazenamento de dados. Quando chamamos a função extend o Parse irá verificar em sua base se existe a classe MyObject, caso não exista ele irá criar uma nova base de dados com a classe. Também não é necessário definir o esquema padrão para armazenamento previamente, as propriedades do elemento podem mudar, não é uma ação recomendável, mas você pode adicionar uma propriedade nova em sua classe sem precisar criar uma nova classe.

Nesse ponto eles simplificaram ao máximo, você chega a não acreditar como isso funciona. Na linha 18 ele cria uma nova instancia(test) da Classe MyObject e por fim na linha 20 ele salva essa instancia passando um objeto com as informações que serão salvas nesse momento temos um códido “like jQuery” temos mais uma função atrelada a then ela será disparada caso os dados seja gravados com sucesso, essa função também recebe um objeto no callback se inspecionarmos esse objeto teremos os seguintes valores:

Captura de Tela 2014-01-13 às 19.18.35

Como podemos ver na imagem acima recebemos um objeto com uma série de informações que foram gravadas em sua aplicação, algumas informações úteis como o ID do objeto esse atributo é um identificador único do objeto na aplicação, também podemos verificar os atributos do objeto salvo.

Se testarmos nossa aplicação e ela retornar um alert significa que as informações foram salvas. Para verificar isso basta acessar o painel database no dashboard de sua aplicação como na imagem a seguir:

Captura de Tela 2014-01-13 às 17.26.47

Como podemos ver a informação está salva na nuvem, agora vamos para algo mais prático no próximo exemplo eu vou montar um cadastro de TODO-LIST. O código vai ficar um pouco extenso por isso vou separar o código em dois(HTML/CSS), primeiro vamos ver o nosso HTML:

Em seguida o nosso JavaScript, comentei algumas linhas mas também vou comentar a seguir.

Nas primeiras linhas inicializamos o Parse, em seguida criamos algumas variáveis para armazenar alguns itens importantes em nosso app. A função initApp será disparada por um listener para quando nossa página for totalmente carregada. Continuando na função initApp inicializamos nossa Class Tasks. Na linha 11 chamamos a função showTasks ela será responsável por exibir nossas tasks. Nas últimas 3 linhas adicionamos um listener para nosso form, guardamos o container das tasks a ul com id list-tasks e o input que iremos digitar nossas tasks.

Na Função “showTasks” temos um item novo, para realizamos uma consulta em nossa base utilizamos a Classe Parse.Query(“Tasks”), armazenamos ela na variável “query” com a função find pedimos para resgatar a lista de valores cadastrados, também podemos atribuir callbacks para serem chamados em caso de sucesso ou erro. Em caso de sucesso recebemos um array de objetos, tratamos o array e o exibimos em nosso ul.

A função “onSubmit” é disparada quando o usuário tenta salvar alguma informação, utilizei o submit para utilizar o recurso de required de nosso input, nesta função pegamos o dado cadastrado no input e passamos para função saveTask.

A “saveTask” será responsável por salvar os dados na nuvem, não comentarei essa função porque já abordamos o assunto anteriormente sobre salvar objetos na nuvem.

Até o momento nosso app só salva os itens agora vamos implementar um função de editar os itens, mas antes vamos adicionar um CSS para sinalizar nossos itens editados. vamos adicionar o seguinte CSS:

Detalhe para o código acima a regra aplicada para quando o elemento com class .item-task tiver sua propriedade setada para true ele receberá uma linha sobre o texto.

Em nossa função initApp adicionamos o evento de click para lista com:

Adicionamos o tratamento no click:

Atribui o click no “ul” pelo fato de não implementar o click em cada filho, observo o item pai e valido se o meu target foi o “li” e pego as informações contidas no elemento e passa para a função editTask o id do elemento e o novo valor da variável done. Agora vamos ao código da função editTask:

Na função editTask instanciamos uma nova query e realizamos uma busca pelo id da task com a função get, caso a função ache o item, executamos a função success modificamos a propriedade com a função set e salvamos novamente a nossa task. Esse esquema não possui nenhum esquema de tratamento para controle de requisições e em todo o clique iremos executar um nova requisição.

Para finalizar vamos adicionar uma função para excluir a task, na função showTasks, em cada “li” vou adicionar um button com o id de cada item vou adicionar somente a linha modificada:

Agora vou adicionar na função clickList uma condicional para quando o usuário clicar no button:

No código acima quando o usuário clicar no button eu passo o id da task para função removeTask que possui o seguinte código:

Na função removeTask realizamos uma Query para resgatar o objeto pelo id, quando recebermos a task chamamos a função destroy como nome sugere ela é responsável por remover o dado.

O objetivo desse tutorial era mostrar as funções básicas do Parse e entender o seu funcionamento, os dados estão abertos para todos os usuários, ou seja todo mundo que usasse esse app compartilharia a mesma lista de task. Nos próximos posts pretendo abordar questões de usuários, vincular os dados por usuário e criar seções. Coloque o código completo no gitHub para baixar o código basta acessar o link:

https://github.com/fellyph/Tutorial-bbUI/tree/master/parse-tutorial/www

Referência:
https://parse.com/docs/js_guide#javascript_guide

Segundo post da série:

https://www.fellyph.com.br/blog/tutoriais/realizando-consultas-na-base-de-dados-parse/

Observe a orientação do device com JavaScript

js-logo

Com Javascript podemos observar a orientação do device, também é possível realizar este tratamento com CSS, mas isso fica restrito a questões visuais, caso queria realizar algum tratamento lógico em nossa aplicação podemos utilizar JavaScript. Temos “N” possibilidades de acompanhar a orientação do device, nesse post vou mostrar duas maneiras bem simples, a primeira observando o evento ‘orientationchange’, para isso adicionamos um listener em em nossa janela com o seguinte código:

O código acima acompanha quando a orientação do device muda, mas como sabemos que o usuário está em landscape ou portrait, para isso pegamos a orientação do device, com window.orientation essa propriedade retorna a rotação do device:

Com as informações sobre a rotação do device sabemos que 90 ou -90 o device está em landscape e diferente disso portrait. No código acima foi disparado somente um alert, mas poderíamos chamar alguma outra função, editar uma classe de um elemento ou adicionar uma conteúdo específico para o usuário.

A segunda opção seria com matchMedia ela faz parte da Web API Interface com ela podemos validar media queries por exemplo:

Podemos validar qualquer media query no CSS3 temos uma regra para  verificar a orientação vamos utilizar ela para pegar  o orientação do nosso device:

Temos ai duas opções para verificar a orientação do device.

Os últimos Talks de 2013

2013 foi um ano incrível, e no fechar das cortinas tive a chance de palestrar em dois grandes eventos. O WEBBR 2013 e EATI 2013 duas experiência incríveis, o primeiro eventos é um dos maiores eventos de Web do Brasil e o segundo um super evento no extremo sul do Brasil.

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Na segunda feira dia 18 de abril tive a oportunidade de falar sobre performance em apps HTML5, a palestra inicialmente seria apresentada por Demian Borba que generosamente emprestou o conteúdo de sua palestra. Nela listei 20 dicas sobre performance. Tive sorte de abrir a rodada de palestras, abrir evento é sempre bom que você fica com tempo livre para conferir todas as outras palestras. No  WEBBR 2013 possuía  4 trilhas e eu fui escalado na trilha canvas, após minha palestra  tirando a palestra da Talita Pagani eu fiquei mais tempo na trilha section.

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Após a minha palestra foi a vez de Talita Pagani subir no auditório. Com a palestra sobre games com HTML5, apresentação que abordou os principais assuntos sobre desenvolvimento de jogos em HTML5, na palestra a Talita falou de algumas questões que ela enfrenta no dia-a-dia. Após a palestra da Talita conferi ótimas palestras com Bruno Azevedo, Caio Gondim e Almir Filho. No WEBBR tive a oportunidade de conhecer o trabalho do Bruno e por sorte encontrar novamente no EATI e conhecer mais sobre esse grande profissional.

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O EATI evento organizado pelo o Joel da Silva, aconteceu na unidade da Universidade Federal de Santa Maria de Frederico Westphalen, posso falar que foi um dos eventos que fui mais bem acolhido em 2013. A cidade de Frederico Westphalen está situada entra Santa Cataria, Rio Grande do Sul e Argentina. Para chegar lá tive que enfrentar uma verdadeira Odseia, sai na noite do dia 19 de novembro de Guarulhos para  Chapecó, fazendo escala em Florianópolis, chegando em Floripa por questões climáticas tive que ir de ônibus até Frederico Westphalen uma viagem que durou 11 horas. Chegando lá fui direto para a UFSM onde tinha um workshop no período da tarde e a noite uma palestra.

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As fotos acima são do Workshop sobre desenvolvimento de Jogos em HTML5, logo após o workshop foi a vez da palestra para os Estudantes da UFSM

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Posso falar que foi sofrido mas valeu a pena a recepção dos professores e alunos foi incrível. No dia seguinte a minha palestra foi a vez do momento BrazilJS, Jaydson e companhia durante todo o dia deram uma série de palestras sobre Front End. Devidamente recuperado eu acompanhei todas as palestras no segundo dia. Algumas das palestras eu tinha visto dias antes no Webbr Conf mas valeu a pena ver de novo.

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2013 foi um ano incrível, aprendi bastante e conheci pessoas incríveis nas cidades onde passei, a batalha inicia novamente e que venha 2014! Um 2014 de muito sucesso para todos os leitores.

8º Encontro FEMUG SP + 8º Encontro Mobile Dev Group São Paulo

Olá pessoal venho anunciar o nosso primeiro encontro do ano, esse encontro será uma parceria com o grupo FEMUG-SP. O grupo organizado pelo Daniel Filho, para quem não conhece o grupo vai uma breve descrição:

O “Front-End Meet-Up Group” é um projeto que nasceu da necessidade de unir os desenvolvedores Front-End de São Paulo, e então tornou-se uma idéia coletiva, para que o acesso à informação seja feito em qualquer lugar que haja interesse do aprendizado.

 

O FEMUG realiza encontros periódicos sem um local fixo cada mês uma empresa fica responsável por seder o espaço para o evento, neste mês o encontro será realizado na BlackBerry. O Tema ainda não foi definido, ele é fechado dias antes do evento, para acompanhar a discussão sobre o encontro acesse a lista no seguinte link: http://bit.ly/FEMUG-SP

As conversas sobre o encontro começaram no ano passado Demian Borba, conheceu Daniel Filho no FEEC Brasil em Recife, isso mesmo em Recife nós conhecemos o grupo de São Paulo. E nesse mês será um prazer receber o FEMUG nas instalações da BlackBerry Brasil, também convidamos os integrantes do Mobile Dev Group São Paulo participarem do encontro. Quem não acompanha o nosso Dev Group no Facebook vai perguntar “Que grupo é esse?”. No final do ano passado em uma reunião realizada entre os managers do Brasil decidimos mudar o nome dos grupos de “BlackBerry Dev Group” para “Mobile Dev Group”.

Essa mudança visa abrir os grupos para desenvolvedores de outras plataformas, com o foco no enriquecimento do conhecimento entre os desenvolvedores independente da plataforma, atualmente temos muitas tecnologias convergentes em várias plataformas, por exemplo, AIR, Unity e Phone Gap. O Apoio da BlackBerry aos grupos continua com o mesmo foco os desenvolvedores.

E agora chega de “Blá Blá Blá” vamos ao que interessa o encontro será nesta Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014 às 20:00h no Escritório da BlackBerry Brasil:

Centro Empresarial Nações Unidas, Torre norte – 35º andar
Av. das Nações Unidas, 12901 – Itaim Bibi
São Paulo

Interessado em participar do evento por favor se inscrever no seguinte link: http://www.eventick.com.br/femug-sp-8

E até lá pessoal.

 

 

 

Trabalhando gestos com Hammer.js

hammer-jsHammer é uma biblioteca JavaScript que dispara eventos para os gestos realizados em suas aplicações com HTML+JS. O Hammer.js é simples de usar, como muitas bibliotecas ele usa o esquema “jQuery-like”.

Para utilizar a biblioteca de gestos precisamos dos seguintes passos, carregar a biblioteca do Hammer disponível no link: http://eightmedia.github.io/hammer.js/, além de encontrar o fonte lá você vai encontrar exemplos de como usar a biblioteca. Com os arquivos importados agora vamos ao código, inicialmente selecionamos o elemento o qual vamos “ouvir” os gestos e depois especificamos o gesto que vamos acompanhar.

Exemplo:

No código acima temos um exemplo que acompanha o movimento de swipe, quando realizado ele dispara um alert. E o que podemos fazer com isso? Slide de fotos, invocar menus, ações em jogos, mudança de conteúdo. Podemos notar que no código acima recebemos um evento na função chamada pelo Hammer, vamos usar o “console.log” para inspecionar esse item e o resultado será o seguinte:Captura de Tela 2014-01-03 às 16.16.03

Ele retorna um objeto com uma sério de propriedades, no final da lista temos algumas propriedades importantes, type(tipo do evento), timeStamp, target(onde foi realizado o evento), srcElement(O elemento responsável por chamar o evento) e  gesture um objeto que capta as infos sobre o “toque” realizado pelo usuário, esse item vamos detalhar a seguir:

Captura de Tela 2014-01-03 às 16.16.26

No objeto gesture temos como pegar a angulação que foi realizado o toque, a velocidade x e y, escala, distância, rotação e direção do toque. É muito informação que pode ser trabalhada

Agora vamos a um evento mais prático:

No exemplo acima em nosso elemento com id box, adicionamos uma tag nav com id menu esse item que vamos exibir e esconder. No código JavaScript no final do nosso arquivo verificamos no objeto gesture qual o valor do direction, caso “right” adicionamos o class active, caso contrario adicionamos o class “hide” a transição nos fazemos com CSS3 o código eu mostro a seguir:

Um exemplo simples mas muito usado em muitas aplicações. O exemplo completo desse tutorial você pode conferir no GitHub: https://github.com/fellyph/Tutorial-bbUI/tree/master/hammer/www

 

 

Limites do LocalStorage

Sempre quando falo de localStorage as pessoas me perguntam: “Qual o limite do LocalStorage?” sempre respondia o valor padrão de 5MB, mas esse valor é apenas uma especificação da W3C. Segundo ela:

A mostly arbitrary limit of five megabytes per origin is suggested. Implementation feedback is welcome and will be used to update this suggestion in the future.

Ela sugere(não é obrigatório) que o espaço reservado por origem seja de 5MB e no futuro esse limite pode ser atualizado, a origem citada anteriormente no caso é por cada domínios. As variações a1.exemplo.com , a2.exemplo.com , a3.exemplo.com são considerada a mesma origem.

Em nosso caso o espaço disponível para o localStorage em aplicações em HTML5 na plataforma BlackBerry 10 é de 25MB, para armazenamento de texto 25MB é muita informação. Caso chegue ao limite do armazenamento será levantada uma exceção : QUOTA_EXCEEDED_ERR.

Caso queria saber o limite de armazenamento do seu browser, existe esse teste online: http://arty.name/localstorage.html

Segundo o site citado acima podemos modificar o limite de armazenamento no Opera, Firefox e no Chrome/Safari/IE